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Política

Publicada em 02/09/25 às 20:41h
União Brasil e PP decidem deixar governo Lula e tentam forçar saída de ministros
Fufuca e Celso Sabino podem deixar pastas de Esporte e Turismo

Por Moysés Pereira

Decisão tira Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esportes) de ministérios  (Foto: Reprodução)
 As cúpulas nacionais do PP e do União Brasil decidiram nesta terça-feira que vão proibir todos os filiados de ocuparem cargos no governo. A decisão, que ainda precisa ser votada pelas Executivas Nacionais das suas siglas, atinge os ministros dos Esportes, André Fufuca, do PP, e do Turismo, Celso Sabino, do União. 

O veto vai atingir somente filiados e não deve atingir cargos no governo indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Alcolumbre apadrinhou os ministros das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, e o da Integração Nacional, Waldez Góes. Já Lira indicou o presidente da Caixa, Carlos Vieira.

— Informamos a todos os detentores de mandato que devem renunciar a qualquer função que ocupem no governo federal. Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes dessa federação nos seus estados, haverá afastamento de ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas punições disciplinares previstas no estatuto. Esta decisão representa um gesto de clareza e coerência. É isso que o povo brasileiro e eleitores exigem dos seus representantes — disse o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, em comunicado lido no Congresso, nesta terça.

A articulação acontece no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem vivido uma relação conturbada com os partidos do Centrão. Na semana passada, o presidente disse em uma reunião ministerial que não gosta pessoalmente do presidente do União, Antonio Rueda, e reclamou do presidente do PP, Ciro Nogueira, e declarou que ele tenta se viabilizar como candidato a vice em uma chapa presidencial com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). 

Na mesma reunião, Lula reclamou que os ministros da legenda não o defendem em eventos partidários em que o governo era atacado e que poderiam sair do governo caso assim desejassem.

O União Brasil marcou a reunião da Executiva em que o desembarque deve ser selado para amanhã. O PP deve fazer o mesmo nesta semana. Os dois partidos querem fazer uma federação e a ideia era sair do governo apenas depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desse aval para aliança, mas a decisão foi precipitada por conta das críticas de Lula.

Dirigentes dos partidos do Centrão dizem que as falas de Lula provocam uma “situação constrangedora” para os partidos e também para o governo e que não daria para ficar os próximos meses tendo um filiado na Esplanada.

Ao mesmo tempo em que distanciam do petista, os partidos tentam convencer o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda resiste em apontar um apoio para 2026, a indicar Tarcísio como seu candidato a presidente no ano que vem.

Por sua vez, Sabino e Fufuca ainda não deram sinalizações de que vão sair do governo e nem do partido. Mesmo assim, o entendimento da cúpula do União-PP é que não dá para ser filiado a um dos partidos e continuar ministro no atual clima de acirramento político. 


Fonte: o globo




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